O Comitê COP30 — coalizão de organizações da sociedade civil brasileira — lançou o documento “Nossa Chance: uma NDC ambiciosa para adiar o fim do mundo”. A proposta apresenta diretrizes concretas para uma Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) mais ousada e justa, com foco nas populações mais vulnerabilizadas e na proteção da sociobiodiversidade.
O texto parte da ideia de que a transição climática deve ser guiada pela justiça social, incluindo raça, gênero, território e geração como eixos estruturantes das políticas públicas.
Eixos principais da proposta:
- Adaptação climática – com foco em infraestrutura urbana resiliente, agricultura familiar e saneamento básico.
- Restauração ecológica – incluindo metas para todos os biomas e ecossistemas costeiros, com proposta de investimentos e geração de receita.
- Sistemas alimentares – reforma ampla com foco em agroecologia, combate ao desperdício e valorização da produção local.
- Demarcação territorial – fortalecimento da regularização fundiária de terras indígenas, quilombolas e maretórios como eixo central da política climática.
- Governança climática – descentralizada, interseccional e participativa, com fortalecimento de comitês locais e transparência nas ações.
Destaques:
- Críticas à timidez da atual NDC brasileira e defesa de metas ousadas alinhadas ao Acordo de Paris.
- Propostas práticas para incluir justiça social, raça, gênero e geração como critérios estruturantes.
- Sugestões para tributar grandes emissores e retirar subsídios a combustíveis fósseis.

